miércoles, julio 29, 2009
Algo sem fim...
Franze a testa, uma convinha se forma na bochecha
E com um ar de quem sabe tudo
Tenta convencer o mundo que esta certa
Talvez esteja errada, mas quem disse que ela entende
Não sei como as pessoas suportam
Criança, cruza os braços e suspira
esperando alguém resolver o drama dela.
Quem vai querer ajudar?
Eu não gosto de pessoas sem limite,
eu não gostava de limites também,
não sei onde foi que isso desandou.
Comigo e que não foi, talvez seja com ela.
Mas quem disse que ela concorda.
Eu sempre achei que a vida fosse simples,
quem complica ela, são as pessoas,
mas neste caso quem complica a minha vida
e ela, e complica de um jeito que eu não sei mais
desatar os nós, não sei mais se vai chover ou fazer sol,
e mesmo assim mesmo tudo fora do controle,
eu nunca me senti tão bem.
E quando ela desfranze a testa,
abre o sorriso, o mundo se desarma,
meus braços se abrem, e ensaio um sorriso tímido.
Como será que ela faz isso?
Ela aparece, ela some, e eu não sei onde procurar
será que procuro? Quem sabe ela me ache,
quem sabe eu me perca, e volte a ter o controle,
talvez eu esteja me enganado.
Sim pode ser mais uma paixão furada,
enfim eu acho que isso é apenas o começo de algo sem fim.
Amor.
Ps. Ando sumido mas estou voltando a escrever ^^
domingo, marzo 22, 2009
Avião!
Vou deixar bem claro que eu não tenho medo de voar, mas não é um dos meus esportes favoritos, mas fazer o que? Viajar de jegue e que não dá. Bom pelo menos o vôo vai ser curto e não teremos problemas, agora basta apenas procurar o meu lugar. Agora eu lembrei que não devia ter brigado com a secretaria do chefe, ela me jogou nos últimos lugares, e o pior vou ficar com o lugar do meio, não pode nem ser a janela? Onde a vista é linda e dá um medo, e nem no corredor onde passam a aeromoça linda.
Lá estou eu no meio do meu lado direito sentou um cara um pouco gordinho, e a minha esquerda sentou uma daquelas mulheres lindas de óculos de sol grande, um livro da moda na mão e sua bolsa que combina com os sapatos.
Avião é um dos tipos de transportes que te faz sentir refém, primeiro você é obrigado a desligar o celular, comunicação com o mundo exterior zero, as aeromoças só falam cochichando parece que tem algum segredo. Você não faz idéia de como se dirige um avião, não tem como dar palpite. Você tem que confiar no piloto, além do que você não faz idéia de como se faz pra chegar ao lugar que você quer, apenas acredita estar indo pro lugar certo, depois do desabafo vamos às instruções de vôo.
A aeromoça passa as instruções, já reparou a parte de apertar o cinto é bem explicada, a parte da mascara também, mas em um caso de pouso de emergência? Ela pede para você ler o panfleto, ou seja, se vira. E eu não entendo ninguém lê o panfleto, ou todo mundo já sabe, ou todo mundo tem vergonha de admitir que não faz idéia.
As turbinas são ligadas o avião vai devagarzinho para a pista, e você começa a reza, ou apenas se distrai com algo pra ler. O gordinho da minha direita roubou meu apoio para o braço e juntou as mãos, eu acho que ele esta rezando. A mulher continua lendo o livro, e eu, bom eu esqueci o livro e rezar eu já rezei. O avião levanta vôo, levantar vôo aqui no rio é um tanto quanto emocionante, o avião vai em direção aos bondinhos, e desvia. Pra quem nunca levantou vôo aqui é bem emocionante, o que é meu caso.
Outra coisa que odeio são as turbulências, é uma tremedeira, dá vontade de ir na cabine e ajudar o piloto, mas o mais interessante são as reações o gordinho do lado apertou o encosto de braço, pensei até que ele ia pedir pra segurar minha mão, a mulher do óculos se limitou a apertar o livro, ela bem que poderia pedir pra segurar minha mão, e eu fico tentando apertar meu freio imaginário, como se estivesse dirigindo um carro.
Fazendo um pouco de esforço consigo ver a janela, e enxergo a asa, eu sempre me arrependo de ver a asa, já reparou como ela treme fácil? Parece que é feita de papel, vai entender como isso aqui levanta vôo. Pelo menos a viagem é rápida e é chegada a hora do pouso. Assento na posição vertical prende o cinto, reza mais um pouco. Pousar em congonhas é emocionante.
Se você conhece um pouco da cidade, vai vendo as avenidas que conhece, os prédios onde já trabalhou, vai vendo os carros mais de perto, a pista vem chegando, o gordinho apertando os apoios d braço, a loira apertando o livro e ajeitando o óculos, e eu esperando o avião tocar o solo, pra dar aquele choque. Tem gente que mal respira, as pessoas ficam em silêncio, ninguém fala mais nada, o avião dá o tradicional tranco, as pessoas se seguram, a velocidade reduz, o gordinho disfarça, a mulher também. Eu, bom eu fico aliviado, afinal viajar d avião é tão bom pra mim.
sábado, noviembre 29, 2008
A Minha Coerência
Eu aqui deitado no escuro, adoro ficar no escuro, adoro o silêncio, que horas será que são? Droga, neste quarto não tem relógio, onde será que eu deixei meu celular? Ah sim, está na mesinha, nossa já são quatro da manhã, e eu ainda nem consegui dormir, estranho estar acordado às quatro da manhã me bate um sentimento de solidão, eu deveria namorar, ás vezes acho que isso me faz falta, mas hoje é tão complicado conhecer alguém legal.
Tem gente que diz que cada panela tem sua tampa, mas acho que meus pais me fizeram frigideira ou a minha tampa se perdeu. Eu não sou exatamente um solteiro convicto, mas digamos que gosto de curtir a solteirice que a mim foi proposta, afinal de contas que mal a nisso.
Voltando a minha reflexão noturna, acho que chegou à hora de procurar a mulher da minha, se é que posso procurar, eu já iniciei minha busca, alguns amigos dizem que eu procuro no lugar errado, mas sinceramente acho que a questão não e a busca em si ou o lugar, talvez seja a instantaneidade com que as pessoas querem as coisas, hoje tudo é instantâneo, informações instantâneas, famosos instantâneos, cultura instantânea, comida instantânea, todo mundo quer algo para agora, ninguém quer mais esperar por nada, onde esta a calma, o importante e fazer rápido e não importa a qualidade, e com a mesma rapidez que é construída também tudo vai ser destruída, a informação fica velha, os famosos comuns, a cultura é deixada de lado, a comida faz mal ao teu organismo e por ai vai...
Podemos dizer o mesmo sobre os relacionamentos, tem gente que se conhece direto na cama, você deve estar me achando um velho, um careta, talvez diga, mas esse cara não gosta de curtir a vida? Mas você irá concordar comigo que a palavra “amor” perdeu um pouco do sentido, esta palavra nunca foi fácil de explicar, nunca foi fácil de descrever este sentimento, mas hoje as pessoas dizem “eu te amo” tão rápido, meses depois já estão casadas, e dois meses depois o amor se vai, acaba, ou muda de pessoa. Eu não sou um grande especialista em amor, mas até onde eu entendo achei que amor fosse algo sublime que você tivesse apenas um, ou que durasse mais que dois meses.
Acho que se eu estivesse na posição de interlocutor também também me acharia um chato, mas talvez eu esteja ficando velho, romântico, a grande verdade e que eu ando carente, talvez eu queira mesmo conhecer a mulher da minha vida, quero correr atrás de alguém, ligar durante horas para ouvir um simples: “oi, tudo bom?” Talvez eu não tenha tido a paciência necessária, porém agora acho que chegou o momento.
Nunca fui romântico, mas ultimamente ando pensando muito em ter algo serio, será que eu consigo? Às vezes acho que o medo de não conseguir me inibe um pouco, mas eu não quero ter mais uma guria apenas por um dia, acho que chegou o momento de crescer, criar responsabilidade, quem sabe até levar a menina em casa, apresentar para os meus pais.
Nossa ainda são 4:30 da manhã, será que o sol demora pra nascer? Ela fica tão bonita enquanto dorme, na verdade reparei agora que sua boca e pequena, as bochechas não são tão rosadas, que a respiração dela e leve, adoro ela junto ao meu peito na verdade e a primeira vez que durmo aqui com ela, agora só falta eu lembrar o nome dela, será que eu perguntei o nome dela? Ontem estava tão bêbado que não lembro, ela esta acordando, e agora qual era o nome dela mesmo? Na dúvida vou usar o nome genérico...
- Bom dia amor!
miércoles, julio 02, 2008
As Chaves
Algum tempo depois a Paula me contou a historia, ocorreu assim, em meados do fim da década de noventa, ele havia comprando seu primeiro carro zero, havia economizado um bocado pra pode comprar o tão sonhado carro, ele sempre quis ter um carro zero, último modelo essas coisas que as vezes massageiam o ego, a Paula falava e falava mas com esse começo de historia, eu não entendia por que ele havia parado de dirigir, eu acho que você também não.
Enfim, após adquirir o tão idealizado carro, ele começou a ser vítima do trânsito paulista, naquela época não era tão monstro como o de hoje, mas mesmo assim ele passava horas dentro do carro, e no meio ao transito tinha tempo até para estudar entre um farol e outro, fazia isso sempre no período de provas. Minha namorada descreveu a rotina do irmão, e eu não entendia ainda o que o carro tinha a ver com a morte da esposa. Sei que você deve estar pensando que foi por causa de um acidente trágico, mas não foi isso, confesso que também foi a minha primeira hipótese.
Ele acordava todo dia as cindo e meia da manhã, na época morava no Tatuapé e era obrigado a enfrentar a radial leste para conseguir chegar até o trabalho, nos Jardins. Na época do ocorrido ele ainda era solteiro, estava no último ano da faculdade, era um garoto cheio de sonhos e planos. Tinha toda a coragem e medo que um jovem de vinte três anos tem.
Naquela manhã como toda a outra havia saído atrasado, era dia de prova, resolveu que iria fazer como de costume, assim que o farol fechou pegou a folha de resumo e leu o primeiro parágrafo, chegando ao segundo leu o segundo, e quando chegou ao terceiro farol, começou a ler e chegando ao meio da frase seu corpo foi jogado para frente, sentiu o carro saltar, olhou pelo retrovisor um carro havia batido nele, a batida foi leve, na hora ele pensou: “putz, meu carro novo”. A imaginação começou a trabalhar: o que falar? Será que estragou muito? Eu vou xingar esse cara! Será que ele não me viu? Será que tem seguro? Mas eu vou falar umas verdades pra esse cara!
Desceu do carro, com a cara que todo mundo faz quando batem no carro, não quis nem ver o motorista olhou direto o seu pára-choque traseiro, realmente ali havia se feito um belo prejuízo. Se você for motorista que gosta do seu carro, como eu sou, vai concordar comigo que iria falar um pouco mais áspero com o outro motorista, bom, com meu cunhado não foi diferente, quando se virou para falar ao motorista todas as verdades que havia ensaiado no seu imaginário, olhou de canto de olho, e virou a cabeça de uma vez.
Não achou o motorista, calma ninguém fugiu, ele achou uma motorista, era uma guria um pouco mais baixa que ele, com os cabelos ruivos, os olhos verdes ou azuis, bom eu não lembro. Ele não conseguiu usar nenhuma das frases que ele havia ensaiado. A ruiva, bom ela pediu desculpas passou o telefone e disse para que ele a ligasse para resolver o ocorrido, ela foi muito pratica talvez isso tenha o deixado ainda mais sem graça.
E lá se foi ela, no meio do transito, sabe se lá para onde, e ele ficou pensando será que a vejo de novo, mal tinha se dado conta que tinha o telefone dela nas mãos. Quando chegou ao trabalho não teve dúvidas e ligou, combinou para acertar o valor da funilaria, tentou puxar assunto, mas ela não deu muita bola.
Passados alguns dias ele voltou a ligar para a ruiva, inventou uma desculpa qualquer, só queria mesmo ouvir a voz dela, e assim se passou um mês ele inventando qualquer desculpa para ligar, e ela atendendo da maneira educada de sempre, conversaram muito durante aquele mês, se conheceram um pouco mais. Meu cunhado sumiu por uma semana, e dessa vez foi ela que ligou, combinaram e saíram uma, duas, três vezes.
E a vida andou e como quase todos os romances, eles se casaram e tiveram uma filha, que teimou em nascer com os cabelos do pai e os olhos da mãe. E ele contava a todos como havia comprando o carro da sua vida, como tinha conhecido a mulher da sua vida no transito, e como ela já lhe dava a primeira dor de cabeça. O tempo passou, os anos chegaram à filha cresceu, entra na faculdade este ano. Mas a ruiva, sofreu com um câncer o qual não pode vencer, meu cunhado ficou sempre ao lado da esposa e assim foi até o fim. Foi então que eu entendi, ele havia enterrado a esposa que amava, e deu as chaves não as do seu carro, mas a chave da sua vida para que possam se reencontrar outra hora.
Talvez você deva estar se perguntando e a chave o carro? O carro ele nunca mais vendeu, meu cunhado é um sujeito um tanto romântico e apaixonado pela esposa, e por ser apaixonado e que jogou as chaves do seu carro no tumulo da esposa, decidiu não dirigir mais, o que ele tinha a ganhar dirigindo a vida já tinha dado... Hoje ele cuida da filha que tem os olhos da mãe e os cabelos do pai...
lunes, junio 09, 2008
Quando eu não era grande
Quando eu era pequeno, conseguia imaginar mil coisas, meus bonecos tinham vida, eram heróis de guerra, muito com o passar das batalhas perdiam alguns dos traços, mas eu já exibia minha habilidade cirúrgica e com uma caneta reconstitui olhos, as vezes eu confesso inventava algumas cicatrizes, as vezes eles apareciam com umas novas mas então eu notei não podia guardar os monstros e os soldados na mesma caixa, então resolvi separar, afinal de contas se eles brigavam na minha frente o que dirá quando eu não estava olhando.
Quando eu era pequeno, eu também tinha uma moto, tá certo que ela não era tão rápida como a que eu tenho hoje, mas de fato ele me causava mais emoção, principalmente quando estava sem freio, ou quando chovia.
Quando eu era pequeno, eu joguei bola em grandes clubes, era zagueiro. Mas naquela época tinha apenas um patrocinador (meu pai) que felizmente me deu um “ki chute”, eu não sei se jogava bem, mas tive grandes lances, imagine você que até gol de bicicleta eu fiz, também já peguei pênalti em jogo de decisão, também já corri do cachorro da vizinha, e amassei porta de carro chutando a bola, fora os retrovisores, mas estes últimos eu arrumei todos, ainda bem que inventaram o chiclete.
Quando eu era pequeno, eu também era mecânico, pensei até em trabalhar na formula um, afinal de contas meu carrinho de rolimã sempre foi muito bom, eu ficava horas medindo as madeiras, pedido pro meu pai me ajudar.
Quando eu era pequeno eu era tanta coisa, eu tinha até namorada, mas nem pensava em casar e ela também não queria casar, ufa! Eu tinha muito problemas, os de matemática então eram os mais difíceis, os de português eu acertava a maioria.
Quando eu era pequeno queria muitas coisas, mas me contentava com o que tinha, eu queria ser grande embora não entendesse o que os adultos faziam, hoje sou adulto acho que estou começando a entender o que os adultos pensam e não vejo a hora de virar pequeno de novo. Eu sei que não posso mais, ainda bem que a imaginação de criança eu guardei.
viernes, junio 06, 2008
O que eu vi
Coisa rara, era assim que ele pensava nela, era essa a melhor definição que ele conseguiu dar, ela odiava esta comparação, se achava tão igual às outras mulheres sem nada que fosse tão especial.
Eu concordava com ela, realmente era uma mulher normal, do tipo que sai a noite e recebia as suas cantadas, mas não que fosse responsável por torcicolos. Eu não entendia o meu amigo, às vezes passava horas ouvindo, ele falando dessa mulher, e eu ficava imaginando como podia aquilo afinal ele já havia namorado verdadeiras modelos e agora uma mulher tão normal, o prendia tanto.
Eles se casaram, eu fui padrinho dessa aliança, e mesmo assim não entendia. Mas como era meu amigo, resolvi não pensar nisso, afinal agora não tinha apenas mais um amigo e sim dois. No dia do casamento ela me apresentou uma amiga, no dia nem achei graça, mas ficamos conversando, ela era uma das melhores amigas da noiva, era a Vanessa.
Algumas semanas depois estava em um boteco, quando a vejo entrar no bar, ela sorriu quando me reconheceu, fui dar apenas um “oi”, mas esse “oi” durou a noite inteira, eu não repararei, mas o dia amanhecia e a conversa continuava com a mesma empolgação do inicio da noite. Quando fui embora pedi o telefone dela e arrisquei um beijo, pra minha surpresa, ela me disse:
- hoje não.
Fui pra casa fiquei pensativo, mas com o telefone dela na mão, mal abri a porta do apartamento e liguei, estava meio doido ansioso, ela atendeu e disse:
- demorou pra ligar? Pensei que iria desistir.
Como ela sabia que eu ia ligar? Será que ela e vidente? Fiquei alguns instantes mudo, mas depois retomei o ar e continuei falando com ela e combinei de almoçar. No Almoço eu ganhei meu primeiro beijo.
Naquela semana me senti adolescente de novo, meu amigo teve que me agüentar falando dela por horas infindáveis, o tempo passava e eu parecia criança, foi quando eu entendi meu amigo, eu estava apaixonado, acho que Deus podia ter feito ela verde e amarelo que eu continuaria gostando dela, não sei se descobri o que é amor, mas descobri algo que me fazia falta mesmo sem eu ter. Sem saber fiquei igual ao meu amigo, hoje no dia do meu casamento uma das madrinhas que a Vanessa escolheu conversou comigo, e disse:
- Não sei o que Vanessa viu em você?
- Acho que foi a mesma coisa que meu amigo viu em você, e os dois caimos na risada.
Mas quem explica o que cada um vê naquele que ama, existem mais de mil textos, poemas sobre o amor porém nenhum é conclusivo, será que o amor é conclusivo? Não sei de muita coisa, mas acho que paixão, amor ninguém explica podemos apenas sentir, se você não me entende, um dia vai entender...
miércoles, mayo 07, 2008
Que Mané Obina, o Negócio é Herrera
Outro ponto legal foi ter que ver os comentaristas que outrora criticaram de maneira veemente o futebol do argentino, tendo agora que ressaltar a importância do jogador no time e elegendo ele o melhor jogador da partida.
O time que vem jogando ultimamente no Corinthians me lembra o porquê eu sou corinthiano, me lembra de quando tinha seis anos lá na década de noventa, o timão tinha um time que o Neto comandava, um time com um grande craque e que tinha um elenco que se garantia na vontade e na raça.
Lembro do Ronaldo em uma partida onde o Corinthians pedia e precisava da vitoria, ele pegou a bola no gol saiu com ela, driblou um, passou por outro e tentou um lançamento, gritando com os companheiros indo pra cima do adversário, eu não lembro se ganhamos ou perdemos, mas lembro que naquele instante eu entendi que podemos ate perder, tomar goleada, mas sem mostrar a raça nunca, aquela frase manjada “se não vai na técnica, vai na raça” é uma das minhas prediletas.Talvez o Herrera, seja um dos símbolos que nos faça lembrar aquela fase.
Outro dia li uma coluna que falava sobre a falta de craques no Brasil a falta de ídolos, acho que realmente temos poucos jogadores como ídolos das torcidas como o Marcão (goleiro do Palmeiras), Ceni (goleiro do SP), e talvez mais alguns que não me vem à cabeça agora, mas vejam o caso do Obina que também não é nenhum craque de bola, mas virou ídolo por ter estrela como dizem por ai.
A falta de ídolos-craques faz com que a torcida escolha alguns jogadores pra serem os ídolos pode até ser por brincadeira, mas quem vem dando certo em alguns casos, vem! O argentino corinthiano parece ser o Obina do Timão, pode não dar show, mas dá o sangue pelo time, pra que Obina se a gente tem o Herrera!!!